sexta-feira, 7 de julho de 2017

Silvio, Maisa e Dudu: o show que deu certo

Divulgação/SBT
Inauguro este blog de uma forma digna: com uma polêmica daquelas. O bafafá de Maisa Silva e Dudu Camargo no Programa Silvio Santos me parece ter (finalmente) acabado, e aqui faço uma análise desse fato singular na história da TV brasileira.

Começo pelo fato. Dudu Camargo e Maisa Silva foram ao programa de Senor Abravanel para participar do Jogo dos Pontinhos. Silvio fez brincadeiras com os dois para os mesmos namorarem. Poderia ser uma graça qualquer de programa de TV, mas não. Dudu, mais experiente que muitos experientes, sabiamente entrou no jogo, mas Maisa fez questão de recusar qualquer tipo de brincadeira de Silvio e Dudu.

Sou um entusiasta do Estado de Direito. Tudo e todos devem seguir a legislação nacional, estadual e municipal. De fato, um namoro entre uma menina de 15 anos com um rapaz de 18 é considerado criminoso; porém, ao ser o "cupido" dos dois, Silvio pode ser considerado incitador de crimes?  De jeito nenhum.

Silvio é o mais desenvolto de todos os apresentadores. Com certeza já passou por isso antes e, pelo jeito, vai passar ainda mais.

Tal acontecimento demonstra que rabugice não tem relação com a idade. Silvio, 71 anos mais velho que Maisa, mostrou ser brincalhão como sempre; já Maisa, ranzinza como nunca vi, nos faz torcer que o remédio para essa falta de bom-senso seja o tempo.

Quem levou a sério esse caso é, no mínimo, um ingênuo. Tudo, absolutamente tudo na TV é show. Tudo é pra dar audiência e manchetes. Maisa foi a única que me deixou em dúvida: estava mesmo se sentindo ofendida ou era apenas amostra de seu talento na atuação? Eu acredito na segunda, pois posar de vítima lhe seria conveniente.

No fim da história, todos se deram bem: Maisa ficou com fama de ativista pela liberdade das mulheres;  Dudu ganhou uma visibilidade tremenda; e Silvio ganhou propaganda de seu programa. Não que fosse preciso, mas divulgação nunca é demais.

Esse episódio deixa claro e evidente que toda essa discórdia não passa de um tedioso, desnecessário e interminável nhe-nhe-nhem.

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